No PT, mulheres ocupam 55% da chapa de candidaturas à Câmara Municipal - Edinho Silva
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No PT, mulheres ocupam 55% da chapa de candidaturas à Câmara Municipal

No Partido dos Trabalhadores (PT) de Araraquara, 55% das candidaturas às Câmara Municipal nas eleições de 2020 são ocupadas por mulheres, um número bem acima dos 30% exigido por lei. Entre as 27 candidaturas, 15 são de mulheres e 12, de homens. A chapa também conta com quatro representantes LGBTQIA+, 13 negros e uma pessoa com deficiência.

“Uma chapa em que a maioria das candidatas é de mulheres é algo histórico na política de Araraquara”, afirma o presidente do PT Araraquara, Everson Miguel Inforsato, o Dicão. Ele observa que a chapa petista de apoio à candidatura de Edinho e Damiano representa todo o conjunto da nossa cidade. “É diversa. É qualificada. É plural”, destaca.

Para a secretária de Planejamento e Participação Popular, Amanda Vizoná, que foi coordenadora de Políticas para Mulheres no governo Edinho, a formação da chapa é resultado de um processo histórico de construção da participação feminina dentro do PT local. “Foram anos de luta das mulheres no partido. Os homens não precisaram conceder espaços em negociações difíceis, ou mesmo cuidar para que cumpríssemos a cota. Ocorreu um processo em que mulheres aguerridas ocuparam espaços por meio de muito trabalho, muito compromisso. Hoje, colhemos os frutos de décadas de construção”, explica.

Para Edinho, a luta das mulheres não é só das mulheres, mas de todos. “Essa conquista das mulheres petistas em Araraquara é emblemática para todo movimento feminista do Brasil e para toda sociedade. As candidatas da nossa chapa ocupam o lugar que lhes é de direito é são um exemplo para democracia brasileira e para a nova política que queremos construir”, afirma.

Mulheres na Câmara Municipal

O objetivo do Partido dos Trabalhadores de Araraquara é fazer com que essa mentalidade se expanda à toda política local. Isso porque a atual formação da Câmara Municipal de Araraquara conta apenas com duas mulheres entre os 18 vereadores (11%). “Se quase 52% dos habitantes da cidade são mulheres, essa taxa deveria se repetir na Câmara Municipal, onde deveríamos ter ao menos oito mulheres como vereadoras. Isso faz com que nossas vozes, angústias, estudos e experiências não interfiram nas decisões dos rumos da cidade”, observa Amanda.

A situação de sub-representatividade feminina se repete na Câmara Federal, onde apenas 77 dos 513 deputados eleitos são mulheres, o que representa 15% do total. No Senado, das 54 cadeiras em disputa nas últimas eleições, sete foram ocupadas por mulheres (12,9% do total).

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